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Que fim levou?

Revista Bizz

“Depois do sinal, deixe recado ou mande o sinal de fax. Send fax or leave message after the bip.” O recado na secretária eletrônica foi tudo o que se conseguiu arrancar de Augusto Licks nos últimos meses, durante as inúmeras tentativas de contatar o ex-guitarrista dos Engenheiros do Hawaii.

Fora da banda desde o fim de 1993, após o lançamento do acústico Filmes De Guerra, Canções De Amor, Licks foi o homem das seis cordas que – com Humberto Gessinger e o baterista Carlos Maltz (hoje, “um místico”) – levou os Engenheiros ao ponto de maior sucesso da carreira até hoje, o disco O Papa É Pop, de 1990. “Augusto sempre me fala que cansou dessas funções de mídia, mundo pop. Ele ficou ressabiado”, diz em bom gauchês um amigo próximo.

Licks saiu dos Engenheiros após um grande imbróglio envolvendo o registro do nome da banda, uma história até hoje mal contada e que, pelo visto, ele não parece muito disposto a esclarecer. Passou uma temporada de três meses viajando pelos Estados Unidos e Europa e voltou para o Rio de Janeiro, sua sede desde que entrou na banda e gravou o segundo disco, “o da capa amarela” (1987). Musicalmente, desde sua saída, o guitarrista não se envolveu em nenhum outro projeto público nem lançou material novo. Segundo um parente (ele é o mais novo de sete irmãos, mas, até onde se sabe, não é lobisomem), Licks tem tocado guitarra e escrito músicas em casa. Mas seu tempo para isso certamente se reduziu nos últimos meses, graças ao nascimento da primeira filha de um casamento realizado em 1999.

Com mais de 40 anos, Licks anda um pouco mais próximo de sua profissão original, a de jornalista. Ele chegou a ser editor de esportes em uma rádio AM de Porto Alegre antes da vida pública, e hoje tem escrito sobre futebol para um site carioca. Assim como no mundo real, no virtual também está difícil localizá-lo: nenhum dos principais portais de busca do país encontra seu nome.

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