Tags

Trapalhadas do Rock Nacional

Ídolos são aqueles seres que não precisam pagar contas, não soltam gases malcheirosos nem se preocupam com prazos e patrões, entre outras atitudes prosaicas que atormentam o resto da humanidade. Era o que a gente pensava até vasculhar arquivos dados como perdidos, gavetas bagunçadas e edições passadas – e, claro, dar meia dúzia de telefonemas-chave para pessoas conhecidas pela facilidade com que entregam o deslize alheio. Sabe o que descobrimos? Que os ídolos são mais parecidos com os fãs do que pensávamos. Eles também perdem horários, falam o que não devem, tomam decisões erradas, enfim, cometem asneiras que envergonhariam qualquer um. É verdade que ficamos um pouco chocados com essa revelação, pois é sempre desalentador perceber que aquele cara que você admira não passa de um tremendo vacilão. Mas, depois, refeitos do susto, pensamos: pô, eles são gente também. E continuamos a amá-los e “respeitá-los”, agora com muito mais vigor. Apesar de tudo.

Engenheiros de quem?

Até hoje esta história é mal explicada e o ex-integrante Augusto Licks nunca mais deu qualquer entrevista para ajudar a esclarecer o caso. Quando foi saído do grupo gaúcho, no começo dos anos 90, o guitarrista chegou a ameaçar os remanescentes Carlos Maltz e Humberto Gessinger dizendo que havia registrado o nome Engenheiros do Hawaii e que a dupla teria de ser rebatizada se quisesse seguir em frente. Humberto peitou a briga, permaneceu como Engenheiros do Hawaii e ainda comprou a parte de Maltz mais tarde. Para que é que não dá para entender.

Anúncios