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Bah! Infelizmente removeram a cena do You Tube. São os ícones da chinelagem gaúcha reunidos!

Em 81, com o mesmo nome do show, o longa-metragem em super-8 dirigido por Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti incluía algumas cenas reais do próprio show, que depois acabariam suprimidas nas muitas edições a que a película precisou ser submetida. (Era a única cópia, rodada exaustivamente em mostras locais). Com a trilha sonora da dupla Nei Lisboa e Augusto Licks, o filme ganhou dois prêmios: Melhor Filme no 5º Festival Nacional de Cinema Super 8, e Hors Concours no 7º Super Festival Nacional de Cinema Super 8 do Grife, São Paulo.

Entre os personagens, há participações de músicos, alguns atuando como eles mesmos. Na única cena que assisti Wander Wildner, Júlio Reny, Augusto Licks e Nei Lisboa estão numa praia fumando um baseado e conversando:

– Bah!

– Mas baaah!

E a conversa prossegue com muito mais “bah” do que eu possa  escrever aqui. Se você conheceu aquele Augusto da época em que era o guitarrista dos Engenheiros do Hawaii com visual careta – roupa social, gel no cabelo e óculos de grau – vai achar engraçado o cara cabeludo enrolando um beck, todo largado na areia da praia, dando risada sem parar.

Parece que no final dos anos 70 tudo vira uma ressaca moral, pode ser impressão minha. Uma coisa não posso negar: ainda bem que os anos 70 acabaram porque já passou da hora de falar em outra coisa.

O Wander Wildner fazia “o irmão do Jaime” e integrava o grupo de teatro “Vende-Sê Sonhos”. Em uma festa na casa do jornalista Eduardo “Peninha” Bueno em Gramado, conheceu o cineasta Carlos Gerbase e montou a banda “Replicantes”.

Nesta cena  está também o ator Pedro Santos, protagonista ao lado de Ceres Victora. Pedro fez parte do grupo de teatro “Asdrúbal Trouxe o Trombone” no RJ, de onde saíram Regina Casé, Luis Fernando Guimarães, Evandro Mesquita e outros.

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