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“Dá pra perceber na lista escrita à mão algum esboço do que iria tocar no Deu Pra Ti e até depois no Verde” – Augusto Licks

Fita k-7 da gravação de algumas músicas do “Lado A Lado”, primeiro show do Nei Lisboa, com Gelson Oliveira, participação de Augusto Licks.

Coincidência ou não, saiu no Zero Hora de hoje:

NO EMBALO DE DUAS GERAÇÕES

A nova dimensão de um veterano

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A nova dimensão de um veterano

Ao longo de 30 anos de carreira, Gelson Oliveira contabiliza shows na Europa, na Argentina e no Uruguai, além de expor sua produção em CDs solo e coletivos – entre eles, Imagem das Pedras, que lhe valeu o Prêmio Sharp de 1993, como cantor revelação. Mas só agora, com o CD Tridimensional, ele garante ter atingido o equilíbrio perfeito entre o que queria e o resultado final. A conquista pode ser conferida ao vivo, amanhã, a partir das 20h30min, no Teatro de Câmara Túlio Piva (República, 575), com entrada franca.

Tridimensional surge passados 13 anos desde o CD solo anterior de Gelson, Tempo ao Tempo. Por que tanto tempo?

– O mercado fonográfico se desorganizou. Senti que a hora de voltar era agora, e com um trabalho mais arrojado – diz o porto-alegrense de 54 anos.

As condições para isso começam no financiamento do Fumproarte para o CD e na aproximação com Juliano Barreto, cantor e produtor gaúcho de 24 anos que atualizou Gelson com timbres e recursos de estúdio, além de garantir o olhar e o ouvir de fora. Além disso, o álbum será o primeiro de Gelson a contar com distribuição nacional, por meio do selo Pic Music, de Antonio Villeroy.

Tridimensional expõe o já conhecido talento de Gelson para canções, mas revela uma dimensão nova:

– Quis fazer as pazes com meu lado afro, e incluí três afoxés, a música-título, Nossa Música e A Luz do Amanhecer – diz o compositor.

Algumas das 10 faixas do CD foram reservadas para acertar contas com o passado. Que Bom Ver era sucesso nos anos 1970 na voz de Nico Nicolaiewsky, ainda no tempo de Musical Saracura. A Flor da Vida foi gravada originalmente no disco Imagem das Pedras, mas Gelson atualizou a linda e triste melodia com a ajuda do piano acústico de Michel Dorfman.

No show de amanhã, o palco do Câmara recebe toda a turma que gravou o CD. Entre eles, Michel Dorfman, Edinho Espíndola, Vagner Cunha, Paulinho Fagundes e Pedrinho Figueiredo, mais as participações de Vanessa Longoni, Alex Alano e Matheus Kleber.

RENATO MENDONÇA

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