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Carlos Martau e Augusto Licks agachados. Da esquerda para direita: Pedro Tagliani; Renato Alcher (técnico de som); Betinho e Ferré do grupo de bonecos "Cem Modos"

Em 1984 Augusto Licks fez uma participação especial no primeiro disco do grupo instrumental Cheiro de Vida. A gravação da música Hieronymus Bosch foi um convite do guitarrista Carlos Martau.

Augusto relembra que Martau dava um “trato” em guitarras, fabricando instrumentos únicos e mini-guitarras: “Uma delas chamava-se “Krika”. Foi ele que ajustou a guitarra Roland azul que Augusto usaria na gravação de discos do Nei Lisboa e depois no Revolta dos Dândis (“Infinita Highway”, “Terra de Gigantes”, e outras). Anos depois, Alexandre Fonseca (bateria) e André Gomes (contrabaixo) tocaram com Pepeu Gomes, e Martau foi tocar com Djavan.

“O trabalho instrumental deles na época não tinha igual. O Raiz de Pedra também era muito original”, assegura Licks. O saxofonista do Raiz de Pedra, Márcio Tubino, gravou a música Maracujás, composição de Nei Lisboa e Augusto Licks do disco Carecas da Jamaica; e Ciro, baixista, tocou algumas vezes com o Nei Lisboa.

A falta de qualidade da imagem se deve ao fato de ser uma cópia da foto que Augusto acredita ser do encarte do disco do grupo Cheiro de Vida. “A gente aparece junto com o Pedro Tagliani, guitarrista do Raiz de Pedra que depois migrou pra Alemanha. Na época, o Paulinho Supekóvia que há anos toca com o Nei Lisboa também tocava no “Cheiro”. Certa vez chamei o André para gravarmos com o Gelson Oliveira a música “Salve-se Quem Souber”, diz Licks, desencavando suas lembranças.

Atualmente, trilhando o mesmo caminho das bandas instrumentais de Porto Alegre, a Pata de Elefante segue a tradição se mantendo no cenário das bandas independentes; graças ao público fiel.

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