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Frente da casa cedida pelo baterista catarinense Zé Edílio para os ensaios do DPT. Da esquerda para a direita: o dono da casa ao lado de seu irmão; Nei Lisboa, Alexandre PRONA (Sasha Cavalcanti), Luizinho Santos, Augusto Licks, Glauco Sagebin, Everson Oliveira e Álvaro (guitarrista)

Nessa foto que o Pedro Haase enviou para ser publicada no blog,  somente uma parte da turma das “rodas de som” que frequentava o campus central da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) aparece. Alguns cursavam música na escola de Belas Artes. O Luizinho Santos (sax) e o Glauco Sagebin (piano) integravam um grupo instrumental chamado Nanahuí (ou Nanahuy), com o Walter Shinke (baixo) e outros.

Foi nas rodas de som que a música “Melhor” do 2º disco do Nei Lisboa foi tocada inicialmente em dueto com os flautistas Fernando Scaletsky e Renato Salzano. Dessas rodas alguns chegaram a gravar programas na rádio da Universidade, sendo que a Xandi (Vieira) e Ângela (Langaro), chegou depois a fazer sucesso em rádio comercial já com o nome “Inconsciente Coletivo”. Tempos depois, Xandi comprou de Augusto Licks o violão Ovation usado até o primeiro disco do Nei Lisboa.

Augusto tocava num grupo que trabalhava com música de conteúdo político, com o jornalista Carlos Mossman no violão e cavaquinho, o sociólogo Bolívar percutindo uma caixa de madeira, e no outro violão o Jari que fazia trabalho comunitário numa vila de Porto Alegre. Depois de um longo tempo anônimo, o grupo passou a responder por “Hora Extra” e se apresentaram em alguns festivais gaúchos.

Em uma “Peña Folclórica” (roda com participações latino-americanas) Augusto ficou intrigado com uma música tocada pelo amigo Boina que depois contou que era uma música do Nei Lisboa chamada “Júlia, Edelweiss e Mariela”. Mais tarde tocada com exaustão pela dupla Nei Lisboa e Augusto Licks, que a exemplo de outras sequer foi gravada em disco. Depois do DPTA70; Nei, AL e Glauco Sagebin fizeram alguns shows em restaurantes e clubes, incluindo o Doce Vida na rua República, e a casa de chopp Barril no estádio Beira-Rio. Existe uma gravação em fita k-7 de uma apresentação dos três com Boina na cidade vizinha de Canoas, com a participação do baixista alemão Kulilay Thomas Unner (“Kuby”) e do percussionista Zé Wainer, colega de AL no colégio Júlio de Castilhos, que 3 anos depois morreria num acidente em Salvador – BA.

* Rodas de Som nunca foi o nome oficial,  era usado em apresentações semelhantes com músicos profissionais no teatro de Arena, num projeto liderado por Carlinhos Hartlieb, o primeiro a se apresentar foi o Boina; muitos se apresentaram depois, como a banda Bixo da Seda.

Agradeço ao Pedro Haase pela generosidade e espero mais fotos raras.

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