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Perguntei pro Augusto Licks qual era seu relacionamento com o público depois de tantos anos longe da mídia. Também perguntei se ele tinha algum plano para voltar a tocar. Ele me respondeu:

Às vezes a saúde sofre, e os dedos também, mas é bom estar vivo e sem culpa. Fiquei sensibilizado pelas mensagens que me foram repassadas nos últimos anos: alguns com saudades, outros que nunca me viram tocar. Especialmente a carta de uma moça de Caxias do Sul que, apesar de graves problemas de saúde, se dignou a me enviar uma lata-coletânea da banda, da qual eu nem tinha conhecimento. Devo a ela um agradecimento, e também a todos que me dedicaram alguma palavra. Isso tudo pesou, em momentos em que eu avaliava se valeria subir de novo num palco. Acho que tem possibilidades de rolar, talvez com amigos. Mas preciso me convencer de que irá fazer sentido, de que não cairá em alguma vala do tipo “revival pra descolar grana”. E seria artesanal, nada imediato, pouco a oferecer, e sem fazer de conta que seja muito.

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