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Juliane Soska conta como foi o  primeiro workshop Do Quarto Para o Mundo realizado pelo guitarrista Augusto Licks. Juliane relata a sua experiência de encontrar com o ídolo. Valeu pelo texto Juliane! Abraços.


Era pra ser só mais uma tarde de função na redação da rádio onde trabalho, mas fui surpreendida com uma alegre notícia. No email, o release: “Do quarto para o mundo”, esse era o título do workshop ministrado por Augusto Licks, dia 23 de agosto, em Porto Alegre.

Mais do que uma surpresa, essa era a oportunidade de, finalmente, conhecer de perto um ídolo, um músico que consagrou a trilha sonora da vida da maioria de nós aqui.

Pensei nas tantas vezes que imaginei um encontro com ele, nas vezes que pesquisei passagens de avião para o RJ e quando visitava com freqüência uma página virtual nomeada “Por onde anda Augusto Licks?”.

Acho que o momento chegou, mas não foi tão fácil. Pessoal do Santander Cultural inflexível- participantes apenas com interesses musicais. Mas será que os meus interesses são aceitos? Não, penso que não. Depois de muita insistência e telefonemas, fiz valer meus contatos e participar dessa atividade como ouvinte.

Enfim chegou o sábado, 23 de agosto de 2008- um dia memorável. Saí cedo da minha cidade, a vizinha Cachoeirinha, ainda com tempo de assistir a final do vôlei feminino nos jogos olímpicos de Pequim na estação Mercado do trensurb. É ouro para o Brasil e Augusto para os gaúchos.

Cheguei no Santander Cultural, situado em um dos pontos mais bonitos da capital gaúcha, a Praça da Alfândega. Um fila discreta se formava no local. Ansiedade. No relógio 10h55.

11h- o horário marcado. Entrei no prédio, que desponta no coração da minha Porto Alegre, e me dirigi à sala reservada para o evento. Augusto surge logo em seguida. Uma palestra? Uma oficina? Um workshop? Ele próprio se questiona sobre como denominar o nosso encontro.

Papo abstrato para começar a conversa com os cerca de 30 presentes. Como se perceber a música- anéis olímpicos ou icebergs que se encaixam? “Tudo depende do contexto”, disse ele.

Na pauta guitarras e suas variáveis, gravações, estúdios, um gráfico com esquema de linha do tempo incluindo estilos musicais, meios de difusão, formatos e novas tecnologias para gravação. Tudo com a elaboração e explicação que mostra que o nosso momentâneo professor sabe muito bem do que fala e com a autoridade de um músico admirado por todos na sala.

Momento tietagem ficou por minha conta, que ao final não resisti e pedi um abraço a ele. É como se fosse uma pessoa querida (isso sempre foi) que eu não via há muito tempo (tipo nunca) e que agora voltou. Foi um abraço para matar a saudade.

Histórias, mais histórias, espaço para perguntas e um bate papo que durou até às 18h.

Despedida, fotos, autógrafos e a promessa de que do quarto e do Santander Cultural, agora é para o mundo.

Obrigada, Augusto.

Texto originalmente escrito dia 27 de agosto de 2008.

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