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Nosso amigo Davi acabou de postar no Engenheiros do Hawaii Turbo e me autorizou a compartilhar no blog.

Beijos para todos os que colaboram ou apenas curtem as lembranças do trabalho do Augusto Licks. Virou lenda mesmo…

A revolta dos dândis

Posted on 23/11/2011

Ainda falando daquele marcante ano de 1999, um belo dia, logo após a aula de Teoria da Língua Inglesa II, perguntei ao Professor César Magalhães Borges, um grande amigo e incentivador da minha pretensa produção literária, o que representava a banda Engenheiros do Hawaii no cenário artístico brasileiro.

Municiado de todo o seu conhecimento sobre cultura pop, o mestre me surpreendeu com uma breve e feliz análise que tecia um paralelo entre a consagração dos Paralamas do Sucesso com total empatia do público no primeiro Rock in Rio e o mesmo acontecido com Engenheiros na segunda edição do festival, mas concluiu que a briga que rachou a formação GLM, tendo se tornado pública e com ataques verbais via imprensa, pegou muito mal.

Até então, um completo desavisado, eu nada sabia de briga alguma e passei a perceber como o pessoal do grupo de discussão reagia ao assunto. Decidi que, definitivamente, Augusto Licks era um personagem a ser observado dentro do imenso emaranhado de ironias, equívocos e contradições que orbitaram a história da banda.

Ao passo que eu pesquisava sobre Augusto e já o considerava uma espécie de George Harrison brasileiro, por sua criatividade abafada pelos egos gigantes de Humberto e Carlos, me surpreendi com o fato de que ele não fazia parte da primeira formação e que aos Engenheiros havia adentrado para substituir Marcelo Pitz, talvez o mais contraditório dos integrantes que já passaram pelos Engenheiros, o baixista negro numa banda de reggae de branquelos que só durou o 1º álbum, mas isso já é assunto para uma outra ocasião.

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